O lançamento do Eron Residencial chamou atenção pela promessa de infraestrutura completa, prazos enxutos e uma proposta de moradia moderna
Publicado em 25/11/2025 às 11h40
O Eron Residencial, anunciado com grande expectativa e apresentado como um dos projetos mais modernos da região, tornou-se símbolo de frustração para dezenas de famílias que investiram no empreendimento com a esperança de conquistar a casa própria. O que começou com campanhas publicitárias ambiciosas – veja o vídeo clicando no link – , maquetes sofisticadas e promessas de alto padrão, hoje se arrasta em atrasos, incertezas e falta de transparência — situação que moradores descrevem como uma verdadeira “novela mexicana”, cheia de capítulos inesperados e contradições.
O lançamento do Eron Residencial chamou atenção pela promessa de infraestrutura completa, prazos enxutos e uma proposta de moradia moderna. Entretanto, o cronograma apresentado inicialmente não foi cumprido. A obra acumula atrasos, revisões e períodos de aparente paralisação, o que tem deixado os compradores em estado de alerta e preocupação constante.
Muitos dos adquirentes relatam que já ultrapassaram em muito o prazo contratual para entrega das chaves, arcando com custos extras de aluguel, financiamento e correção monetária. Em alguns casos, as famílias dizem não saber sequer a previsão realista de entrega. “Cada mês é uma desculpa diferente. A gente liga, manda mensagem, e sempre mudam a história. Parece novela — só que a gente paga caro por cada capítulo”, afirma uma compradora que prefere não se identificar.
A comunicação com a construtora Wust Casarotto também é apontada como um dos principais problemas. Segundo os compradores, é difícil obter respostas objetivas ou atualizações consistentes sobre o andamento das obras. Há relatos de cancelamentos de vistorias, alterações repentinas em prazos e divergências entre o que é informado pelos atendentes e o que se vê no canteiro de obras.
Especialistas do setor imobiliário afirmam que o caso apresenta sinais típicos de descumprimento contratual e recomendam que os compradores organizem documentos, prints de conversas, contratos e relatórios fotográficos para eventual ação judicial. Órgãos de defesa do consumidor já acompanham a situação e avaliam as medidas cabíveis.
Enquanto aguardam soluções, os compradores seguem vivendo um capítulo diferente a cada semana — sem o desfecho esperado e longe do sonho de entrar no tão anunciado Eron Residencial. Para as famílias, o desejo é simples: transformar o drama atual em um final digno, com transparência, responsabilidade e, finalmente, a entrega do imóvel pelo qual lutaram.
Caso de Polícia
E agora para piorar tudo, a situação virou caso de polícia com denúncias de um dos apartamentos transacionado através da EXXA Imóveis uma das assinaturas não conseguiu ser reconhecida em nenhum cartório de cascavel o que indica que pode ter sido falsificada.
Caso Eron Residencial ganha contornos policiais: assinatura não reconhecida levanta suspeita de falsificação em transação feita via EXXA Imóveis
A situação já delicada envolvendo o Eron Residencial acaba de ganhar um capítulo ainda mais grave. O empreendimento, que já vinha sendo alvo de críticas por atrasos e falta de transparência, agora entrou oficialmente no radar das autoridades policiais após denúncias envolvendo a venda de um dos apartamentos intermediada pela EXXA Imóveis.
Segundo compradores garantem que vão procurar a polícia, uma das assinaturas presentes na documentação de transação do imóvel não pôde ser reconhecida em nenhum cartório de Cascavel, apesar de diversas tentativas. A recusa unânime levantou o alerta para a possibilidade de falsificação documental, o que configura crime grave e adiciona ainda mais insegurança para os consumidores envolvidos.
As partes lesadas afirmam que só perceberam a inconsistência após tentarem validar a documentação para dar seguimento ao processo de registro. A impossibilidade de reconhecimento provocou uma corrida por esclarecimentos — que, segundo os compradores, ainda não foram suficientemente fornecidos pela empresa intermediadora nem pelos responsáveis pelo empreendimento.
Diante da suspeita, o caso segue para análise pericial. A polícia deve investigar não apenas a autenticidade da assinatura, mas também a eventual participação de terceiros na elaboração, circulação ou validação do documento questionado.
Juristas consultados destacam que, se confirmada a falsificação, podem surgir desdobramentos que inclui desde responsabilização criminal até anulação do ato de compra e venda, com a devida devolução do dinheiro. Além disso, o episódio coloca em xeque a segurança das operações intermediadas e intensifica a pressão por explicações formais.
Para os compradores — muitos já emocionalmente e financeiramente desgastados com a novela envolvendo o Eron Residencial — o caso eleva a tensão e reforça a sensação de abandono. “Primeiro vieram os atrasos, depois as versões que mudavam toda hora. Agora isso. A gente não sabe mais em quem confiar”, relatou um dos envolvidos.
Com o avanço da investigação policial, o caso do Eron Residencial deixa de ser apenas um problema contratual ou estrutural e passa a integrar o rol de ocorrências que exigem apuração criminal, ampliando a gravidade da situação e a necessidade de respostas rápidas, claras e responsáveis por parte de todos os envolvidos.
Estamos investigando todos os detalhes e ouvindo pessoas envolvidas. Por parte da EXXA Imóveis ninguém quis falar e também a construtora Wust Casaratto teve oportunidade de dar sua versão, mas preferiram o silêncio.
Sérgio Ricardo
Da Redação
