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O ‘dedo duro’ Tagliaferro está envolvido em fraude milionária em São Paulo e pode ser preso se voltar ao Brasil

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Por: Sérgio Ricardo

O perito Eduardo Tagliaferro — ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) — foi denunciado pela Procuradoria Geral de Justiça de São Paulo por organização criminosa

Publicado em 05;09.2025 às 23h

A Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo denunciou o perito Eduardo Tagliaferro — ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) — por organização criminosa. Ele é acusado de participação em um esquema de desvio de valores oriundos de heranças ainda não partilhadas ou pertencentes a idosos com doenças graves. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Segundo a denúncia, apresentada em 08 de agosto e tornada pública ontem quarta-feira (03), a trama era chefiada pelo juiz Peter Peter Eckschmiedt da 2ª Vara Cível de Itapevi, na Grande São Paulo. O magistrado foi acusado de peculato e organização criminosa, ao lado de outros 12 investigados.

O procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, apontou Peter como “figura central e imprescindível ao esquema”, responsável por manipular processos fraudulentos para viabilizar a transferência de fortunas às contas do grupo. Em maio, o juiz havia sido aposentado compulsoriamente pelo Órgão Especial do TJ-SP, mas mantinha vencimentos proporcionais. Em 2023, segundo a acusação, ele teria “idealizado projeto delituoso” para captar valores de espólios e patrimônios de pessoas vulneráveis.

Tagliaferro, que atualmente mora na Itália e já chefiou a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE, é acusado de ter atuado como perito forense nas fraudes. A defesa dele classificou a denúncia como “deplorável” e afirmou se tratar de “tentativa de asfixiar quem tem muito a dizer e esclarecer”.

A Procuradoria pede ainda a perda definitiva do cargo de Peter Eckschmiedt, o que levaria à cassação de sua aposentadoria. O magistrado já havia sido alvo de operação em agosto de 2023, quando promotores encontraram R$ 1,7 milhão em espécie no sótão de sua casa, em Jundiaí. Entre os episódios citados na denúncia, está a falsificação de títulos executivos envolvendo um empresário de Campinas morto em 2021. Segundo o MP, o grupo incluiu um título falso de R$ 95 milhões em nome do falecido para movimentar valores em benefício da quadrilha.

A reportagem do Estadão não obteve resposta da defesa de Peter Eckschmiedt até última atualização desta matéria.

Com informações do site O Estado de São Paulo