Nessa terceira matéria, vamos tratar do golpe sofrido pela ANL cuja sede é em Balneário Camboriú e que é um capítulo à parte

Uma quadrilha especializada em fraudes financeiras está sendo desmantelada pela polícia civil do Paraná, após investigações que duraram meses. O grupo utilizou o nome do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para aplicar golpes em médias e grandes empresas, prometendo empréstimos com condições vantajosas que nunca existiram de verdade.
Modo de Operação
Criminosos usando terceiros conscientes ou inconscientes que ajudaram a atrair empresários desavisados, oferecendo taxas de juros reduzidas e prazos de pagamento flexíveis. Após o primeiro contato, os golpistas solicitavam informações pessoais e financeiras, além de um pagamento antecipado para “liberação do crédito”.
Descoberta e Ação Policial A fraude foi descoberta após várias denúncias de empresários que se sentiram lesados. A polícia, em parceria com a equipe de segurança do BNDES, montou uma operação para rastrear os responsáveis. Durante a operação, já foram cumpridos mandados de busca e apreensão em diversos endereços, na cidade de Matingá, sede de pelo menos duas quadrilhas, uma delas comandada a quatro mãos pelos elementos Ademar Hey e Patrícia Cher de Lima, essa última com várias passagens pela polícia todas pelo artigo 171, ou seja, crime de estelionato.
A dupla teve a ajuda primordial para angariar clientes afim de recolher dinheiro dos incautos, de mais três pessoas, que no início da ação, não se sabe se fizeram conscientemente e que sabiam onde estavam se metendo, mas que pelo tempo que permaneceram servindo de auxílio a Ademar e Patrícia no caso, Julio Bottos, Cesar da Luz e Darci Luiz Campos, este último no caso específico de empresários com sedes em Chapecó e municípios vizinhos, no Estado de Santa Catarina. Pela permanência por mais de três anos de tais pessoas nas ações como conseguimos provar com inúmeras mensagens de texto e áudio enviados por Ademar, Cesar e Darci, ou foram inocentes demais por acreditar em oferta de ‘terrenos na lua’. Estes indivíduos envolvidos com a organização criminosa, tiveram seus nomes trazidos à tona em matéria anterior a essa.
Consequências Legais Os suspeitos responderão por crimes de estelionato, falsidade ideológica e associação criminosa. A polícia alerta que, em situações de solicitação de dados pessoais ou pagamentos antecipados, os empresários devem sempre desconfiar e contatar diretamente a instituição financeira que inúmeras vezes já se pronunciou afirmando que o banco não tem intermediários e nem admite qualquer proposta de empréstimo via terceiros. Todas as operações são diretas com o BNDES.
Orientações para Empresários
- Verifique a autenticidade: Sempre confirme se a proposta veio de um canal oficial.
- Desconfie de pagamentos antecipados: Instituições respeitáveis não exigem pagamento para liberar empréstimos.
- Denuncie: Se suspeitar de golpe, entre em contato com as autoridades.
A Polícia Civil continua investigando o caso e não descarta a possibilidade de mais prisões. O BNDES reforça que está à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas e garantir a segurança dos empresários.
Caso ANL é um capítulo à parte No dia 15/12/2025 às 16h49:28s, representantes da ANL COMÉRCIO DE EQUIPAMENTOS LTDA., CNPJ nº 31.146.424/0001-92, compareceram na Delegacia da Polícia Civil, em Balneário Camboriú, e na qualidade de VÍTIMA, juntamente com seus sócios Anderson Nunes Notargiacomo e Alexandre da Silva, seus representantes legais, relataram a autoridade policial como foram envolvidos nesta trama toda que resultou em enorme prejuízo pois além dos valores pagos antecipadamente de quase meio milhão de reais, atrapalharam um projeto industrial que pretendiam implementar.
Abaixo estamos transcrevendo na íntegra o BO:
‘Os comunicantes relataram que a VÍTIMA, ANL, foi procurada pelos SUSPEITOS, Aldemar Augusto Hey e Patrícia Borges Cher oferecendo intermediar o levantamento de um financiamento na forma de Captação Direta, junto ao BNDES (INTERESSADO), a mesma se apresentava com assessora de um Auditor do BNDES e que fazia esse tipo de captação. Aldemar Augusto Hey intermediava a contratação e contatos, por suas empresas em sociedade com seu filho, LUCAS FUVERKI HEY, e com a filha de Patrícia Borges Cher, Stheffany Cher Lima. Os mesmos sabiam que a COMUNICANTE / VÍTIMA – ANL buscava financiamento para a montagem de uma Fábrica de Painéis Fotovoltaicos, pois Aldemar Augusto Hey trabalhou alguns anos na Fábrica Balfar Solar em Paranavaí – PR, onde conheceu por relações comerciais a COMUNICANTE / VÍTIMA e seu representante legal, Anderson Nunes Notargiacomo.
A COMUNICANTE buscava entre 80 e 250 milhões de reais para seu projeto, quando os COMUNICADOS informaram que para tal projeto tinham linhas especiais do BNDES e após verificarem com a Instituição passaram que conseguiriam 630 milhões mais 20% de benefícios a fundo perdido em uma linha especial. A ANL argumentou que não necessitava de todo esse valor, mas os SUSPEITOS falaram que tinham esse valor disponível e podia ser ampliado o projeto para não perder a oportunidade. O contrato de prestação de serviços foi firmado em setembro de 2021, os honorários eram de R$ 480.000,00 que foram pagos ainda em outubro de 2021, com prazo de liberação em maio de 2022, mas com perspectivas de pagamento ainda em dezembro de 2021, o que não ocorreu. O argumento dos SUSPEITOS era de que como possuíam procuração para tratar em nome da COMUNICANTE / VÍTIMA as informações e contatos do BNDES seriam com os mesmos, que repassariam as informações e documentos para os mesmos, e que, sendo uma captação de forma direta, o processo não era on-line no Sistema e somente iria para o Portal da Transparência quando de sua liquidação e pagamento. Conforme as mensagens, fotos e documentos, foram inúmeras informações de que o Processo estava concluído e pronto para pagamento, com várias telas do BNDES, Cédula de Crédito do BNDES, e por fim um e-mail do BNDES referente ao futuro pagamento, no entanto, nada consta no BNDES e nada chegou ao Banco recebedor da COMUNICANTE / VÍTIMA.
É importante destacar de que os SUSPEITOS tinham na COMUNICANTE uma de suas primeiras clientes, e se utilizaram da Empresa, como exemplo de projeto bem sucedido, para atrair vários outros “clientes”, vários inclusive que fizeram contato com a COMUNICANTE para saber do andamento e se o financiamento havia sido pago, e obtiveram em resposta que ainda não. Assim, tendo o Processo junto ao BNDES sido concluído há muito tempo e até o momento não ter ocorrido nenhum pagamento, tendo circulado telas do BNDES, Cédula de Crédito do BNDES, e-mail do BNDES, e nada constando oficialmente no BNDES, como tem sido buscado incessantemente durante o ano de 2025, e desde agosto de 2025 não tem conseguido mais contatos com os “suspeitos”, vem apresentar a presente denúncia para que seja apurada a verdade dos fatos e a legitimidade dos documentos apresentados em nome do BNDES pelos SUSPEITOS e após que sejam tomadas todas as medidas cabíveis e que seja chamado o BNDES para acompanhar o desfecho do caso como INTERESSADO e posteriormente sejam chamadas todas as Empresas também envolvidas pelos SUSPEITOS. A COMUNICANTE / VÍTIMA possui documentos e relação cronológica dos fatos para juntada’.
● O comunicante assume inteira responsabilidade pelas informações prestadas no relato deste registro e declara estar ciente de que a falsidade no transcrito acima implicará nas penalidades cabíveis, previstas no Art. 299 do Código Penal.
Cesar da Luz e Julio Bottos Além de Aldemar e Patrícia o empresário Aderson Nunes, um dos donos da ANL também teve contato com Julio Bottos, e mesmo com o jornalista Cesar da Luz, que se apresentou como advogado se propondo a resolver o imbróglio com Aldemar e Patrícia. Cesar chegou a visitar Anderson em Balneário Camboriú, tendo sido recebido na residência do empresário onde pernoitou. Anderson disse que Cesar demonstrou estar por dentro de todas as negociações envolvendo a quadrilha comandada por Aldemar e Patrícia, e apregoava de que as operações existiam e que seriam pagas.
Demonstração de que o jornalista, que não era nem nunca foi advogado, procurava dar verniz de seriedade ao que estava sendo tratado por Aldemar, Patrícia e Júlio Bottos, reforçando nossa tese de que de um certo momento em diante foram cooptados pela dupla de meliantes e passaram, Julio e Cesar, a agir em consonância com a proposta mirabolante que enrolou muitos empresários causando a estes um prejuízo na casa dos R$ 10 milhões.
Delegado Thiago da DECCOR Nossa reportagem esteve pessoalmente na DECCOR em Maringá e foi recebida pelo Delegado Titular, Dr Thiago Vicentini de Oliveira que confirmou que sua delegacia está investigando há vários meses duas quadrilhas especializadas em aplicar golpes das falsas operações do BNDES e que muitos envolvidos já foram ouvidos na condição de vítimas, e que os prejuízos apurados até agora chegam à casa dos R$ 10 milhões. Sobre o BO feito pela ANL, Dr Thiago informou que já chegou cópia e que nos próximos dias vai ouvir os diretores da ANL, Anderson Nunes Notargiacomo e Alexandre da Silva. O delegado não descartou a hipótese de pedir a prisão dos envolvidos, para evitar fugas e destruição de documentos.
A propósito de documentos, o que será entregue pelo empresário Anderson da ANL, é robusto e vai ajudar muito as autoridades entender toda a trama. Além de mensagens via whatzap e e-mails enviados pelos meliantes, tem inúmeros áudios gravados, e que, por ele ser vítima, tem valor como prova como nos disse Dr Thiago em nossa visita à ele.
Sérgio Ricardo/Da Redação